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Deputada aponta degradação da Chapada do Araripe e cobra ações de conservação


A deputada Larissa Gaspar (PT) cobrou, durante o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta terça-feira (10/02), ações urgentes de conservação na Chapada do Araripe, em decorrência do acelerado processo de degradação e avanço de áreas agrícolas. 

Para a 2ª vice-presidente da Alece, a Chapada do Araripe não é apenas um território, mas um sistema vivo que sustenta toda uma região. “É berço de nascentes, reguladora do clima, guardião de uma biodiversidade única e patrimônio paleontológico de relevância mundial. Tanto que está em processo de reconhecimento como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco”, ressaltou.

Na avaliação de Larissa Gaspar, a Chapada está em ameaça real e constante, ocupando atualmente a terceira posição entre as unidades de conservação mais devastadas no Brasil. “Isso não acontece por acaso. Isso é resultado da omissão do poder público, de fiscalização insuficiente, de fragilidade institucional e de um modelo de desenvolvimento que insiste em tratar o meio ambiente como obstáculo e não como condição para o futuro”, pontuou.

Nos últimos meses, conforme a deputada, a expansão agrícola na Chapada do Araripe avança, com o anúncio de aquisições de grandes extensões de terra por produtores rurais de fora do Ceará, principalmente de empresários do Mato Grosso. “Há registro de compras que somam milhares de hectares, com destaque para a produção de soja, algodão e outras monoculturas. Estimativas apontam que a área cultivada chegue a 100 mil hectares nos próximos anos. Estamos falando de uma expansão acelerada, em larga escala, dentro de uma região ambientalmente sensível, estratégica para os recursos hídricos do Ceará e do Nordeste”, alertou.

Larissa Gaspar ponderou, no entanto, que seu alerta não se trata de oposição à produção agrícola, mas de questionar onde, como e sob quais regras essa expansão está acontecendo. “Desenvolvimento sem planejamento é devastação. E crescimento econômico sem limites ambientais cobra um preço alto, e sempre dos mais pobres”, disse.

Neste sentido, a parlamentar cobrou a urgência de uma fiscalização efetiva, acompanhamento social e controle público rigoroso em qualquer processo de expansão produtiva na Chapada do Araripe. “Onde o Estado se ausenta, o dano ambiental avança”, refletiu.
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